Bom, vamos lá, começando pela viagem. De Recife a Lisboa dormi boa parte do tempo (que grande novidade!), apesar de a cadeira não colaborar muito. Escolhi o documentário mais chato que tinha disponível na poltrona para ver se pegava logo no sono, o que funcionou bem. Ao chegar ao aeroporto de Coimbra, dirigi-me à Imigração, na qual não gastei mais do que cinco minutos e, após pegar um ônibus (que aqui se chama autocarro), cheguei ao terminal 2, onde pegaria a conexão para a cidade do Porto dentro de duas horas. No entanto, o vôo atrasou e, mais uma vez, dei aquela cochilada nas cadeiras do saguão, prontamente acompanhado por minha pagagem de mão e meu violão. Até então, nenhuma grande novidade, a não ser o tamanho dos aeroportos, o grande fluxo de pessoas de diversas nacionalidades, um grupo de prostitutas brasileiras tentando ingressar em Lisboa (que lástima!) e os preços ridículos das Duties Free.

Quando cheguei ao Porto, caí na malha fina da Imigração. Tive a impressão de que o primeiro agente não foi muito com a minha cara, pois ele me indicou a uma outra sala, onde tive que abrir a bagagem e explicar o que eram aquelas ervas secas e aquele pó branco que carregava no fundo falso da mala (brincadeira). Logo consegui levar a agente na conversa (ela não tinha bigode) e seguir em frente.
No saguão, logo encontrei Ju e sua prima (Mirella), com as quais segui de carro até coimbra. Estava com uma saudade danada dela. Quando chegamos aqui, fomos a um café (aqui tem muitos) na Rua do Brasil, onde entramos em contato com a pessoa no apartamento e, após esperá-la por mais ou menos uma hora, nos encontramos. Neste ínterim, demos um pulo em um shopping chamado Dolce Vita, que fica no complexo do estádio de futebol da cidade. Encontramo-nos com a Sra. Manoela e ela nos mostrou o quarto, que, a princípio, é bom, mas a mobília é meio velha, o que não me deixou com uma boa impressão.
Após vermos uma outra acomodação que ela tinha disponível, decidimos que eu ficaria na casa da tia de Ju até a segunda-feira, quando as atividades normais da cidade são retomadas e fica mais fácil de conseguir alguma coisa. Isso não me deixa muito confortável, mas, como é algo provisório e estou sendo muito bem tratado, não está sendo nenhum problema!
No primeiro dia, demos uma geral a pé mesmo, indo até o centro da cidade, passando por algumas hospedarias. Visitamos uma Igreja do século XVI, a Prefeitura da Cidade (que aqui se chama Câmara Municipal) e algumas pastelarias tradicionais. Utilizamos o autocarro para voltar para casa, que funciona pontualmente, é muito confortável e cobre praticamente a cidade inteira. A única bronca é que a passagem não é barata. Para qualquer trecho, paga-se 1,5 euro, mas é possível comprar um bilhete válido por um mês.

Ao final do dia, partimos para uma cidade litôranea chamada Figueira da Foz, que é vizinha a Coimbra. Figueira é uma cidade fundamentalmente de verão, onde as pessoas tem casas (na verdade, apartamentos) de veraneio e tem uma tradição grande de festas. Os amigos do namorado da prima de Ju (ufa!) fizeram uma festa super legal, cuja única falha era não ter uma Wi-fi disponível. Nos divertimos bastante, apesar de termos achado as comidas meio exóticas (aqui, come-se muito frango com a mão, a la D. João VI, leitão e lombo).
Ao acordarmos, demos uma geral na cidade, curtimos uma exposição de carros antigos (Fusca aqui é chamado de Carocha) e, em seguida, vimos para Coimbra. Dormimos cedo e hoje demos uma geral na cidade, visitando o campus da Universidade, que é fantástico. Até então, além do impacto da cidade em geral, o que mais me impressionou foi a estrutura da universidade, que possui cerca de 25 mil alunos, e toda a sociedade montada em torno dela.
Depois eu mando mais notícias!